Tá vendo? É fácil, é bom…seria assim caso quisesse. Eu aqui, você lá, saindo pra onde tivesse vontade; eu indo e vindo de um lado pro outro sem ter que anunciar e você fazendo o mesmo. Seríamos então o que chamam de relacionamento aberto? Não. Porque não seria eu, você e alguém…e sim eu e você, você e eu. Se a carência aparecesse, a saudade viesse, a vontade surgisse, daríamos um jeito nisso e depois cada um pro seu canto.
Sem dramas, sem choro nem vela…sem brigas, discussões, fotos românticas e postagens cheias de carinho e romantismo. Não sou assim, você não é assim, não fomos criados para fazer isso.
Tenho minha vida, acho que ainda tenho meus objetivos, não nasci pra ficar presa a ninguém, você ama sua vida como é, mas, imagina se fizermos isso juntos? Eu aqui com os meus objetivos, você com os seus e nós cumprindo eles juntos? Um ajudando o outro, sem compromisso, só com carinho no peito. Se eu tivesse monstruando, você me daria colo, chocolate e amor. Se você tivesse alegre por conta do time campeão no campeonato, teria eu lá pra compartilhar suas emoções. Seria um relacionamento fácil, nada sério e extremamente delicioso.
Pena mesmo é você não ler o que escrevo e minha falta de coragem pra te falar assim, abertamente. Então tudo fica perdido, em palavras jogadas num blog qualquer. Sabe, as vezes penso que você lê e ignora…não ignora não, tá? Ah, e vem ser meu :)
| — | Martha Medeiros. |
Está sendo lindo isso, essa coisa totalmente desconhecia que meu corpo sente agora. É novo, bom…delicioso. É quente, aconchegante, feliz. O corpo até agora não deu nenhuma reação alérgica, o que é animador. Você é novo em mim.
Saiu fresquinho não sei de onde e veio parar na minha rotina não sei como. Ótimo mesmo foi saber que tu foi extraviado, azar de quem te perdeu…eu te achei, te encontrei e te peguei, literalmente. Aproveitei, rolei, dei tudo o que poderia dar; você me fez sentir mulher, me fez feliz em algumas horas. Foi ótimo te ver, e te ver, e te ver mais um pouco, mas e aí? Quando é que vou poder trocar o ‘ver’ pelo ‘TER’?
Te quero, te sinto ainda. Você é meu céu e inferno, juntos, unidos numa sintonia maluca, descompromissada e harmoniosa. Já disse, és meu inferno astral, cara. E mesmo sabendo que outra deve receber as mais lindas mensagens, os mais lindos telefonemas, as conversas mais deliciosas, nada disso me abalou…tá, um pouco. Meu silêncio deve ter traduzido, ou não.
Nunca me senti assim! Não tô apaixonada, amando, sofrendo, chorando nem querendo esquecer. Eu tô é afim, demais. Tô é gostando mesmo, querendo ter e fazer permanecer.
Tô te deixando permanecer o tempo que for preciso, seja presente num simples beijo na bochecha de bom dia ou literalmente presente naquela união de sagitário e leão. Você despertou o que eu nunca teria achado em mim, me tirou de uma caverna amarga e me trouxe de volta pro mundo surreal que eu amava fazer parte. Charmosamente, lindamente e cafajestemente.
Prometi, pra mim mesma, que não ia estragar o que de mais lindo havia sobrado pra nós: a amizade. Por isso não te contarei e não assumirei nem sozinha no meu quarto escuro. Façamos o seguinte: você fica com seu amor seja ele correspondido ou não, fica no seu mundo, com a sua vida e eu fico aqui, com a minha vontade, o meu amor - novo, fraco e forte - te querendo como nunca. Se eu quero assim é que ainda eu tô bem com tudo isso…que não seja correspondido então. Que eu fique aqui mesmo, desse jeito. Que façamos esse acordo pra ficarmos bem, como estamos até agora. Tô ótima, tô adorando, tô achando tudo isso uma maravilha.
Me perguntaram porque não tinha chamado você pra ir com a gente, menti…a real resposta seria: ele foi.
Gostava de beber, era preguiçoso, não defendia nenhum deus, nenhuma opinião política, nenhuma ideia, nenhum ideal. Eu estava instalado no vazio, na inexistência, e aceitava isso. Tudo isso fazia de mim uma pessoa desinteressante. Mas eu não queria ser interessante, era muito difícil.
| — | (Charles Bukowski) |
| — | José de Alencar. |
É, não vai embora não. Eu sei que errei, julguei o que não devia, me precipitei ao pensar que o destino não existia, de que nós só nos conhecíamos por algum amigo em comum.
Fui burra, dei mancada, foi brecha, dei pala…assumo meu erro. Sou culpada por ter feito merda mas não culpada por agora estar gostando. Talvez aquele velho ditado de escola tenha mesmo alguma função…”a gente só da valor quando perde”.
Tudo bem que não perdi porque nunca tive mas deixei ir embora de minhas mãos, antes mesmo de conseguir pegar e guardar dentro do meu coração; coração esse que infelizmente foi lerdo e só te assumiu agora, depois de todo o rebuliço que aconteceu em nossas vidas. Bons mesmos são aqueles que ficam por ter bolo. É por isso que eu te peço: fica.
Porque não vai ter só bolo…vai ter abraço de manhã, filmes em dias chuvosos, festas em sábados animados, carinhos antes de dormir, cumplicidade ao contar um segredo, paciência pra um, dois, três…o campeonato inteiro de futebol. Também vão ter brigas pra fugir da rotina, pedidos de desculpas na chuva, discussões sobre o que é certo e o que errado, viagens inesperadas, presentes trocados em datas que julgam ser o dia dos amados. Terá casamentos onde pensaremos “e o nosso?”, vão aparecer bebês na rua chorando, fazendo manha e nossa tão cara assustada significando “ainda não, né?”. E vai ter tombos, trovoadas, pedras no caminho…onde passaremos por tudo sem nem se machucar.
E o não tão importante porém necessário: vai ter eu, te amando, te assumindo, te querendo, te cuidando, te gostando…te tendo pra chamar de meu.
Então, fica? Porque no começo é bolo mas no meio é a festa inteira e no fim ainda ficamos com a lembrancinha.


